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domingo, 5 de junho de 2011

Chega de tanta mentira!

5/6/2011

          Em matéria publicada no dia 04/06/2011, pelo jornal Moginews, lê-se o seguinte:
Em Guararema ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou não existir motivo para os funcionários das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) do Alto Tietê manterem a greve. Segundo ele, os 11% de reajuste oferecido pelo governo são suficientes e que um plano de cargos e salários está em estudo. Ele falou do reajuste feito aos professores que receberam 42% nos últimos quatro anos.” (g.n)
Pergunta-se:

CADE MEUS 42% NOS ÚLTIMOS 4 ANOS?
ALGUÉM PEGOU?

No Relatório do Secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, disponível em www.fazenda.sp.gov.br/ balanço 2010/2010/rel2010.pdf, na página 45, está escrito: “Plano de carreira: no ano 2010, tiveram reajuste médio de 49% no valor da hora-aula e gratificações e os 9.088 servidores receberam remuneração por desempenho. Número de docentes e servidores administrativos do Centro Paula Souza: 17.318 no ano 2010”.(g.n)
Pergunta-se:

CADÊ MEUS 49% NO ANO DE 2010?
ALGUÉM PEGOU?
CADÊ MINHA GRATIFICAÇÃO?
ALGÚEM PEGOU?

No mesmo relatório, há uns quadros demonstrativos sobre o Ceeteps, dos quais extraímos as seguintes tabelas:

ano
2009
2010
%
ativos
13.524
16.972
25
Inativos e pensionistas
699
736
5,3

ano
2009 (R$)
2010 (R$)
%
Pessoal*
567.478,30
641.086,00
13,0
custeio
164.831,70
289.460,90
75,6
investimento
249.920,30
284.060,30
13,7
Sentenças judiciais
9.475,00
750,20
-92,1
*inclui obrigação patronal / insuficiência financeira

Ora, ora, ora, se o número de funcionários (ativos e inativos) subiu 30,3%, e o valor pago para pessoal subiu apenas 13%, a matemática elementar aponta que são impossíveis os reajustes e as gratificações anunciadas no mesmo relatório!!!!!!
Pergunta-se:

Por que, então, o governo publica em Diário Oficial e em seu portal um absurdo destes?

Deve ser pelo mesmo motivo que um dos diretores daquele Comitê afirmou, no dia 03/06/11, em reunião na ETEC Fernando Prestes (manhã e noite), que a Sra. Laura Laganá convidou o Sinteps para participar da reunião de diretores da quinta-feira, dia (02/06/11) e que a diretoria do Sindicato recusou-se a participar.
Caros grevistas, a Diretora do Sinteps Denise Rykala ligou para a secretária da Sra. Laura Laganá, Srta. Raquel, e disse-lhe textualmente que “o Sinteps estava à disposição para participar da reunião que ocorria naquele momento e que aguardava retorno da Superintendente para participar da mesma”. Tal retorno nunca aconteceu. Publicamos este fato no site do Sinteps, na matéria “Lambança nas regras”, datada de 02/06/11.
Que coisa feia!!! Faltar com a verdade não é digno de quem exerce função pública. Não foi digno o governador afirmar que tivemos 42% de reajuste nos últimos 4 anos; não foi digno o Secretário da Fazenda publicar que tivemos 49% de reajuste médio no valor hora aula em 2010, bem como gratificações no mesmo ano; não foi digno o trabalho que o Comitê de Diretores fez ao publicar normas que ferem a legislação e que  trazem falsas ilusões aos trabalhadores.
Que o governo está numa sinuca de bico, a gente bem sabe, mas mentir é feio. Vamos trabalhar dignamente para:
  •  Minimizar as perdas salariais dos trabalhadores do Ceeteps;
  •  Pagar um vale alimentação decente para todos os trabalhadores do Ceeteps;
  •  Pagar o vale transporte “nas melhores condições já praticadas”, como pede a lei;
  •  Cumprir a lei e instalar a SESMET nas unidades do Ceeteps e
  •  Respeitar a política salarial do Cruesp para os trabalhadores do Ceeteps.

Senhores Dirigentes:
Parem de fazer jogo sujo com os trabalhadores do Ceeteps!!!!!

  • As medidas propostas, como, por exemplo, a que prevê que professores e auxiliares do nível 1 vão passar automaticamente para o nível 2, ferem a lei 1.044/2008, como já explicado no texto “A lei, ora a lei!!!”, publicado em 03/06/11.
  • Vão descumprir a lei?
  • Teremos que propor mais uma ação judicial contra cada um que assina o comunicado com as normas ilegais?
  • Cadê o texto da alteração da lei 1.044/08, permitindo que as medidas propostas não sejam ilegais?  Ou será tudo mais um golpe contra os trabalhadores?
  • Se vão fazer ainda o texto de alteração da lei, porque não fazem com que TODOS progridam automaticamente? Ou os senhores julgam que não são todos os trabalhadores do Ceeteps que têm mérito?
  • Cadê o projeto de lei complementar que autoriza os 11% de reajuste? Na Assembléia Legislativa ainda não está!
        Vamos mandar nossas mensagens de agradecimento a estes diretores e dirigentes centrais do Ceeteps que tanto nos respeitam:

Laura Laganá – Diretora Superintendente

gds@centropaulasouza.sp.gov.br

Adriane Monteiro Fontana – Diretora da FATEC SCS

Antonio Carlos de Oliveira – Diretor da FATEC Sorocaba

Mauro TomazelaDiretor da FATEC Tatuí

Paulo Henrique BuscariolloDiretor da FATEC JAHU

Paulo Sergio de SouzaDiretor da ETEC Rancharia

Paulo Sergio GermanoDiretor da ETEC Fernando Prestes

Roberto Antonio ColenciDiretor da FATEC Botucatu

Suely de Campos França MaginiDiretora da ETEC Julio de Mesquita dir.juliodemesquita@centropaulasouza.sp.gov.br


São Paulo, 05 de junho de 2011.
A Diretoria Executiva do Sinteps

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A lei, ora a lei!!!

3/6/2011

Caros grevistas,

Vamos falar da legalidade. Da legalidade das normas apresentadas para a evolução funcional, que, aliás, nem fazem parte da nossa pauta de reivindicações, mas que, habilmente, o CEETEPS e seus diretores conseguiram enfiar nas discussões da greve e dos grevistas.
  • O comunicado divulgado diz que “ ficou reiterado o compromisso de que serão reenquadrados” nas categorias de Prof II, Prof Assistente II e Aux. Docentes II, todos os que hoje estão nas mesmas categorias I. Isso fere a lei complementar 1.044/2008. Para isso acontecer, será necessário mudar a lei. (artigos 6, 7 e 8)
  • Continua o comunicado “desta forma, ficam extintas categorias iniciais...”. Isso fere a lei complementar 1.044/2008. Para isso acontecer será necessário mudar a lei. (artigo 26 incisos I,II e III)
  • “A evolução funcional para os servidores que atendem aos requisitos da Lei 1.044/2008, com a vigência a partir de 01/06/2011”, exclui todos os servidores administrativos, pois a referida lei exige três anos de efetivo exercício no emprego público. (artigo 19, inciso I). Será que vão mudar a lei, em vigor há três anos?

Não lemos no comunicado oficial da superintendência qualquer menção a alterações na legislação para atender às referidas propostas, ou será que vão desrespeitar a lei?

Bem, não seria novidade, porque isso é o que mais vemos acontecer nestes dias de greve com a substituição dos grevistas; proibição de manifestações pacíficas; proibição de atendimento aos filhos dos grevistas nas creches do CEETEPS em Sorocaba; e o tal comunicado do corte do ponto,  com erro de português “paralização” (corrigido depois de um tempo) e sem assinatura (sem correção), pois afinal, quem responde mesmo por esta instituição?

Depois disso, divulgaram os tais critérios da avaliação na carreira (com três anos de atraso), desrespeitando a Lei 1.044/2008. De novo!!!!!! Será que eles não se cansam de afrontar as leis?
Pelo que se entende, os critérios já foram analisados pela Procuradoria Jurídica do CEETEPS, aquela mesma que entende ser legal o não pagamento da multa dos 40% do FGTS quando demitem os servidores contratados pela CLT.

A coitada da lei 1.044/2008, que já está agonizante de tantos ataques, diz no artigo 34 que fica criado um comitê de recursos humanos, no prazo de 90 dias (lá, em 2008), para normatizar o processo de avaliação para fins de progressão e promoção. Anos luz de atraso, o Comitê de Diretores criou os tais critérios que o Comitê de Recursos Humanos não fez.

O engraçado (se não fosse trágico) é que as normas às quais estamos submetidos nos últimos 3 anos, foram publicadas no dia 02 de junho, para valer em 1º de junho. Isso fere mais do que a lei, que nos garante saber os critérios pelos quais seremos avaliados, fere o princípio da publicidade dos serviços públicos previsto na Constituição Estadual e fere a nossa dignidade se aceitarmos passivamente esse monte de critérios subjetivos para nossa progressão funcional.
  • Para docentes, 30% do processo não depende de nós (avaliação do chefe e SAI) e na atualização profissional 40% pedem coisas que os horistas não são obrigados a cumprir;
  • Para auxiliares docentes, 40% não depende de nós (avaliação do chefe e SAI), os 30% de atualização e atividades profissionais incluem absurdos como produção acadêmica e atividades administrativas – que não são competência dos auxiliares docentes;
  • Para os administrativos, que, como já dissemos, pela Lei 1.044/2008 não podem progredir, 70% não depende de nós (50% chefe e dos clientes internos e  20% SAI) e 10% de atualização profissional, como cursos de capacitação e outros....
Para os diretores, por sua vez, eles criaram uns critérios novos: a avaliação da Superintendente (ah, agora está explicado ....), a avaliação da equipe direta (os comissionados deles (ah, agora entendi...), o que já os deixa com 30% garantidos. Assim fica fácil, não é? 30% é indicador do SAI; enquanto para as outras categorias o indicador é especificado, para eles, ah...depois eles pensam o que for melhor....
Sair com 60% quando são necessários 75% para progredir praticamente lhes garante a progressão, mas, afinal, não foi para isso mesmo que eles se auto intitularam os defensores da categoria? A deles, não é?!!!!!

A lei, ora a lei, isso é coisa de Sindicato.......




quinta-feira, 2 de junho de 2011

Nota do Jurídico do Sinteps

2/6/2011

Sabemos dos problemas que o Ceeteps está causando à categoria por conta da greve. Sabemos que estão substituindo os professores grevistas, que estão ameaçando todos com demissões e outras atrocidades. Por conta disso, tomamos algumas medidas judiciais para evitar tais aborrecimentos e para responsabilizar o Ceeteps por todos os prejuízos que vier a causar.
Vamos às explicações: o direito de greve está previsto na Constituição Federal, que, além de tudo, estabelece que a lei irá regulamentá-lo. Em 1989, foi publicada a Lei 7.783/89, que regulamenta a greve na iniciativa privada, mas nunca foi publicada lei para greve da administração publica.
Várias entidades sindicais entraram no Supremo Tribunal Federal com Mandado de Injunção, para forçar o Legislativo a regulamentar a greve na administração pública. O Congresso foi notificado pelo STF e nada fez. Então, o STF resolveu o problema autorizando os servidores públicos a fazerem greve, utilizando como base a lei da iniciativa privada.
Referida lei proíbe a contratação ou substituição de trabalhadores em greve, proíbe também a negociação direta do empregador com os empregados, mesmo que através dos prepostos, no caso os diretores de unidade etc.
Cientes dos abusos cometidos pelo Ceeteps na condução da greve, propusemos uma MEDIDA CAUTELAR, com intuito de coibir esses abusos, pedindo a intervenção judicial para proibir a substituição dos professores e funcionários em greve, bem como para obrigar o Ceeteps  a negociar com o Sinteps, ao invés de partir para o corpo a corpo com os grevistas.
Em relação ao pagamento dos salários dos grevistas, isso irá depender da negociação que iremos fazer com o Ceeteps, mas a lei assegura o pagamento se houver um acordo entre as partes. O pagamento só não ocorreria se a greve for considerada abusiva.
Tomamos ainda o cuidado de denunciar as irregularidades e desrespeito à lei ao ministério Publico Estadual e à OIT – Organização Internacional do Trabalho, para que tomem as providências cabíveis contra o Governo do Estado e o Ceeteps.
Logo, colegas, não se preocupem. Tudo o que é possível juridicamente ser feito em beneficio da categoria, em especial agora, na proteção dos servidores em greve, está sendo feito. Manteremos todos informados, mas precisamos também que vocês denunciem eventuais irregularidades ocorridas nas unidades, para que possamos defendê-los.

(Jamil Hassan – Da assessoria jurídica do Sinteps)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A menina dos olhos do PSDB está ficando cega. Porque o governo é surdo e a superintendência é muda...

31/5/2011

Pessoalmente, representando o Sinteps, falei com o governador sobre os problemas que a categoria vem enfrentando nos últimos anos. Falei dos péssimos salários, falei da evasão dos professores e funcionários, falei da falta de benefícios, falei que algo precisaria ser feito com urgência. Isso aconteceu em 4 de abril, dias após protocolarmos a Pauta de Reivindicações da Categoria junto à Prof. Laura Laganá, Diretora Superintendente do Ceeteps, e 4 dias após entregarmos a mesma pauta ao então Secretário de Desenvolvimento (adjunto)  Pedro Jehá. Como ambos foram enfáticos em dizer que não haveria reajuste salarial, apenas um novo plano de carreira, falamos com o governador, que é quem tem a palavra final no governo.....
O governo manteve-se surdo até que, no dia 10 de maio de 2011, a Assembleia Geral da categoria deflagrou a greve geral. Bastaram dois dias para o governo anunciar um reajuste salarial de 11%. Mínimo, irrisório e aviltante frente à realidade da categoria, sem reajuste salarial desde 2005.
Iniciada a greve, o governo chamou o Sindicato para a apresentação das reivindicações, no dia 18/5. Fomos. Falamos, ouvimos e argumentamos. Nada resolvido.
Fomos de novo, dois dias depois, e apresentamos alternativas. O governo disse não.
Voltamos no mesmo dia, com a categoria em greve, numa tentativa de que mais vozes fizessem o governo ouvir. Inútil. Manteve-se surdo.
Aí o governo resolveu conversar com ele mesmo. Talvez tenha ouvido (com dificuldade) a ideia do Sindicato e transformou-a, criando a “gente diferenciada” no CEETEPS: Os que têm mérito e os que não têm, para tentar dividir a categoria.
E, nesse processo todo, a Diretora Superintende foi para o exterior, a trabalho, entendendo mais importante o que tem lá fora do que os trabalhadores da instituição que administra. Emudecida há anos, vendo a instituição sofrer com uma expansão não planejada, na qual os recursos são escassos e os trabalhadores não são valorizados. Ficou muda na hora errada e, quando abriu a boca, era melhor ter se calado....

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Direção do Sinteps

domingo, 29 de maio de 2011

Uma reflexão para os trabalhadores em greve

 30/5/2011

   A guerra de números que se estabeleceu nos últimos dias – os e-mails da Superintendência do Ceeteps e o quadro das unidades em greve, alimentado pelo Comando de Greve – afastou as discussões dos temas centrais da greve: a recomposição e a política salarial dos trabalhadores do Centro Paula Souza.
     Deflagramos a greve porque a assembleia geral da categoria entendeu que a Pauta de Reivindicações da categoria para a data-base 2011, protocolada na Superintendência em 18 de março (disponível no site do Sinteps) continha as mais justas reivindicações dos trabalhadores e não havia sido atendida, sequer discutida, até 10 de maio, data da deflagração da greve, para início em 13 de maio. Este dia foi simbolicamente escolhido por comemorar os três anos de publicação da carreira em vigor, por ser uma data comemorativa do calendário nacional e por cair numa sexta feira, treze.
     Na Pauta, a direção do Sinteps registrou a solicitação de encaminhamento das reivindicações dos trabalhadores para a Comissão de Política Salarial do Governo, composta pela Secretaria de Gestão Pública, Secretaria de Planejamento e Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo. A Superintendência e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, responsáveis pelo encaminhamento, não o fizeram, talvez por entenderem que, afinal, qual seria a importância de discutir as reivindicações de uma categoria, se a proposta do governo não era atender a pauta e, sim, “apresentar uma nova carreira para o Ceeteps”.
     Deflagrada a greve, o governo decidiu unilateralmente divulgar um índice de reajuste salarial de 11% , a vigorar em 1º de julho e a ser pago nos salários de agosto. Os trabalhadores, dispostos à greve, entenderam que 11% e a promessa de uma nova carreira não atendiam suas expectativas. A greve começou em 13 de maio, um dia após o anúncio do reajuste.
     Logo na primeira semana da greve, a Secretaria de Gestão Pública e a Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia resolveram ouvir as reivindicações dos trabalhadores em greve e chamaram o Sindicato da categoria à negociação.
     O Sinteps participou de duas reuniões, uma no dia 18 e outra no dia 20 de maio. Em ambas as reuniões, colocamos as reivindicações dos grevistas e propusemos algumas formas para o governo efetivamente sinalizar com a sua intenção de valorização dos trabalhadores do Ceeteps, dentre elas:

- O aumento do índice anunciado;
- A imediata progressão funcional de todos os trabalhadores do Ceeteps em 1º de junho de 2011 e
- A imediata apresentação do modelo da estrutura da carreira.

     O governo, representado pelas duas secretarias e pelo vice-diretor superintendente, disse ser impossível qualquer das propostas apresentadas pelo Sinteps, em tese porque o governo:
- NÃO poderia valorizar mais os trabalhadores do Ceeteps do que as outras categorias do funcionalismo público, por absoluta falta de verbas;
- NÃO poderia abrir mão do critério do mérito para a evolução funcional (que ele mesmo não conhecia até aquela data e que ainda não conhece) e
- NÃO dispunha do modelo da estrutura da carreira para apresentação imediata.

     Ora, caros trabalhadores em greve, gostaríamos de iniciar aqui uma reflexão com vocês:

  1. Do início da greve até agora, conquistamos o reajuste de 11%, que não existiria caso não houvesse greve. Lembrem-se de que a própria diretora superintendente, Laura Laganá, afirmou em 18/03/11 (veja matéria no site e no Jornal do Sinteps) que não haveria reajuste salarial este ano (como se nos outros houvera!!!), afirmação corroborada pelo secretário-aAdjunto da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Pedro Jehá, em reunião com o Sinteps em 31/03/11, também disponível no site e no jornal do Sindicato.

  1. O orçamento estadual – e nele incluído o orçamento do Ceeteps – teve em 2010 um excesso de arrecadação (entrada a mais de dinheiro do que o previsto pelo governo) da ordem de R$ 8 bilhões, seguido no primeiro quadrimestre deste ano, por um excesso de arrecadação de R$ 1,5 bilhão. Não é por falta de dinheiro que o governo não negocia o índice de reajuste e a recomposição das perdas salariais da categoria.

  1. Também a Lei de Responsabilidade Fiscal, aquela que impede os governos de gastarem mais do que arrecadam, possibilita um “gasto” maior com o funcionalismo público, visto que o governo encontra-se muito abaixo do limite prudencial de gastos (veja o site da Secretaria de Fazenda/ prestando contas).

  1. No comunicado da Secretaria de Gestão, que registra o “Compromisso do Governo do Estado com os trabalhadores do Ceeteps”, afirma o secretário de Gestão que teremos reajustes salariais em 2012, 2013 e 2014. Poderíamos registrar como outra vitória da greve e dos grevistas, não fosse o fato de que, além do governo não ter bola de cristal para saber o comportamento da economia mundial em 2012, 2013 e 2014, de forma que os índices que ele determinar agora podem ser insuficientes frente à economia, nossa Pauta de Reivindicações pede o cumprimento da política salarial do Cruesp, já conquistada judicialmente para alguns trabalhadores do Ceeteps. Se o governo pode “conceder” reajustes nos próximos três anos, por que não pode cumprir a política salarial a que temos direito?

  1. Para contrapor a truculência e a prática antissindical do governo, conquistamos a intermediação dos deputados estaduais de oposição no encaminhamento das discussões de nossas reivindicações ao governo.

  1. Todos os líderes, de todos os partidos da Assembleia Legislativa de São Paulo receberão, na próxima terça feira (31/05), a Direção Sindical e os membros do Comando Central de Greve (os nomes foram definidos na Reunião do Comando Central após o ato de 25/05/11).

  1. Esta será uma semana importante para a greve, com duas atividades de rua já marcadas: o ato público do dia 31/05, às 14 horas, em frente ao Ceeteps, e a Aula Pública organizada pelos trabalhadores em greve da ETEC Carlos de Campos, no dia 02/06, quinta-feira, a partir do meio-dia, no Vale do Anhangabaú.

  1. Também muitos trabalhadores em greve farão, como fazem todas as semanas, uma avaliação do movimento, definindo as próximas etapas da luta.

  1. Tenham em mente o seguinte: da cartola do governo, podem sair mais coelhos. Basta nos mantermos unidos e fortalecidos. Nesta segunda-feira, adere ao movimento a FATEC Mococa, com 100% dos funcionários e 40% dos professores na greve. Outros trabalhadores deverão aderir, pois muitas unidades têm chamado a direção sindical e os membros do Comando de Greve para discussão e adesão ao movimento.

  1. Outros tantos irão aderir quando perceberem que o “enquadramento automático dos iniciantes” será descontado na nova carreira; que para os funcionários, talvez até o dia 20/06 eles pensem em alguma coisa; que o compromisso pode não ser cumprido...

  1. A primeira data marcada pelo governo, naquele documento de seu compromisso com os trabalhadores do Ceeteps, já será descumprida: não é mais dia 31/05 que divulgarão os critérios de progressão, e sim em 01/06. Agora, pense bem, que diferença faz dia 31 ou dia 1º? Dia 31 tem ato na rua, tem manifestação, e eles querem ver o tamanho da greve para saber se precisam melhorar ou não os critérios.

  1. Vamos mostrar a eles que todos os trabalhadores do Ceeteps têm mérito e deve ser imediatamente enquadrados na carreira!!!!

  1. Vamos mostrar a eles que nossos reajustes salariais anuais devem seguir os índices definidos pelo Cruesp!!!

  1. Vamos mostrar a eles que merecemos discutir a carreira que regerá nossa vida profissional!!!!

  1. Vamos mostrar a eles que não abrimos mão da recomposição das nossas perdas salariais!!!!

VAMOS EM GREVE, ATÉ A VITÓRIA!!!!!

(A Direção do Sinteps

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Três pizzas de entrada e um Comitê de Diretores de ‘saideira’....

27/5/2011

Como publicado e divulgado pelo Sinteps em 23/05/11, na reunião do dia 20 de maio de 2011, antes do ato público no vão livre do MASP, na avenida Paulista, o governo, através do Secretário Julio Semegheni e de Luciano Barbosa, apresentou ao Sindicato os critérios de avaliação para os trabalhadores da instituição evoluírem....
Numa rápida apresentação em Power Point, a assessoria do Ceeteps mostrou três círculos, fatiados em 05 pedaços.
Um círculo para os docentes, um para os auxiliares docentes e um para os funcionários administrativos.
Nas 5 fatias, os tais critérios (atrasados em três anos), ainda não estavam prontos... esta foi a alegação do governo para não disponibilizar o arquivo para o SINTEPS.
1 fatia correspondente ao SAI
1 fatia correspondente à Avaliação do Chefe
1 fatia correspondente à Auto Avaliação

As duas demais fatias variavam conforme o caso:
- Para docentes: prova e atualização profissional.
- Para os auxiliares docentes, meia prova, meia avaliação do coordenador e outra de atualização profissional.
- Para os funcionários administrativos, uma de avaliação do público interno e outra de atualização profissional.

Como os pedaços estavam guardados por três anos, os sabores não agradaram aos integrantes do Sindicato, que pediram ao governo que discutíssemos os mesmos para a nova carreira e que, num gesto de comprometimento com os trabalhadores, fizessem a evolução e a progressão funcional imediata para TODOS OS TRABALHADORES, a partir de 1º de junho.
O governo quis empurrar goela abaixo as fatias... Não conseguiu, pediu um Comitê de Diretores de ‘saideira’....

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Direção do Sinteps



Obs: Em breve, mais artigos da direção do Sinteps neste Blog da Greve

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Negociação já! Negociata não!

Diante do crescimento da greve, que já é manchete pelos quatro cantos do estado, o governo Alckmin se mexe... mas decide “negociar” com os diretores de unidade, ou melhor, consigo mesmo!

26/5/2011

Diante do crescimento e visibilidade da greve, Superintendência e governo estão se mexendo. O problema é que estão fazendo isso de maneira arbitrária, torta, claramente tentando enfraquecer a representação sindical e a  categoria, fazendo “propostas” para dividir os trabalhadores. Decidiram chamar de “negociação” as reuniões que fizeram com diretores de unidade, ou seja, cargos de confiança do próprio governo.

O que eles “negociaram”

O “sindicato” dos diretores, que se auto denomina “Comitê de diretores”, não consultou nenhum dos milhares de grevistas, mas não titubeou em “representar” a categoria. No final da tarde do dia 25/5, a Superintendência espalhou pelos e-mails dos trabalhadores uma nota intitulada “Compromisso do governo de SP”.

Segundo a nota, o governo assume o “compromisso” de apresentar, no dia 31/5, os critérios para a promoção e progressão funcional, coisa que deveria ter feito há três anos. Também se “compromete” a valorizar o início das carreiras; o texto é dúbio sobre o que seria isso, mas deixa claro que tudo será descontado na nova carreira, “prometida” ainda para este ano.

Para os funcionários administrativos, a “promessa” é de “apresentar melhorias em 20/6”.

A nota informa, ainda, que os interlocutores do governo na discussão do novo plano de carreira serão estes mesmos diretores! A categoria está fora da discussão!!!!

A iniciativa do governo, movido pela pressão da greve, não vai no sentido de amenizar os problemas que levam ao desespero milhares de professores e funcionários do Centro Paula Souza. Ao contrário, trata-se de uma ação política para tentar quebrar a espinha dorsal da greve, sem atender minimamente as reivindicações apresentadas pelo legítimo representante da categoria, o Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza.

Vamos fortalecer a greve

Nossa resposta é a mobilização. A greve cresce todos os dias e pressiona objetivamente a Superintendência e o governo! Fique atento às informações do Sindicato.


31/5, terça-feira, 14 horas, ato público na Praça Coronoel Fernando Prestes, ao lado do campus da FATEC/SP.
A luta continua!
É o dia em que o governo se “compromete” a divulgar os critérios da promoção e progressão.
Atenção, grevistas do interior: para acertar detalhes sobre as caravanas, a dica é ligar para o Sinteps, falar com Denise ou Érica, pelo 11-3313.1528

domingo, 22 de maio de 2011

Nota do Sinteps em resposta ao governador Geraldo Alckmin

22/5/2011

Abaixo, texto que será enviado à imprensa nesta segunda-feira, 23/5/2011, em resposta à nota do governo divulgada na sexta-feira, 20/5/2011:


Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza repudia nota do governo Alckmin

            O Sinteps (Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza/Ceeteps), que representa os professores e funcionários das ETECs e FATECs, vem a público repudiar as falsas informações divulgadas pelo governo do estado de São Paulo na última sexta-feira, 20/5/2011, em nota enviada à imprensa. Vamos aos fatos:

  1. A razão política que move a direção do Sindicato e a categoria a deflagrar a greve por tempo indeterminado é o DESCUMPRIMENTO DA POLÍTICA SALARIAL DOS TRABALHADORES DO CEETEPS.
  2. O governo demonstra a “valorização” do ensino técnico e tecnológico com o pagamento de R$ 4,00 de vale alimentação aos seus trabalhadores, piso salarial de R$ 510,00 aos funcionários, hora aula de R$ 10,00 na ETEC e de R$ 18,00 na FATEC, escolas de informática sem acesso à Internet, entre outras mazelas estruturais.
  3. A situação da categoria é dramática e humilhante, como ficou estampado nas dezenas de depoimentos prestados durante o ato realizado na sexta-feira, 20 de maio, na Avenida Paulista: “Amo minha profissão, amo dar aulas, mas não é possível continuar com R$ 10,00 a hora aula.”
  4. O reajuste de 11% anunciado em maio, após a deflagração da greve, está anos luz defasado em relação às perdas salariais da categoria. Foi anunciado pelo governo e jamais negociado. E, como ainda não foi enviado à Assembléia Legislativa de São Paulo, para ser concretizado em lei, não será pago antes de agosto.
  5. Após três anos e 10 dias da aprovação da Lei 1.044/2008, que institui o plano de carreira atual dos professores e técnico-administrativos do Ceeteps, somente agora o governo começa a falar sobre os critérios para progressão, o que deveria ter sido feito há muito tempo. Na reunião de sexta-feira, 20/5, o governo mostrou numa apresentação em Power Point os possíveis critérios pelos quais fomos avaliados nestes últimos três anos e sequer forneceu cópia do material ao Sindicato.
  6. Apenas metade da categoria estará apta a progredir na carreira, mas não significa que todos chegarão lá. O Sindicato avalia que não mais que 10% da categoria progredirão.
  7. O governo também prometeu apresentar, daqui a 60 dias, o modelo da estrutura do novo plano de carreira. Se levarmos em conta que o último plano de carreira foi apresentado em 1998 e implantado em 2008, talvez em 2021 a valorização profissional seja realidade no Ceeteps.
  8. O Sindicato e a categoria não são radicais. Apenas cansamos da cantilena do governo de que, um dia, reconhecerá nosso trabalho e valor. Somos profissionais e exigimos respeito. O mesmo respeito que dedicamos aos nossos alunos, pois, mesmo aviltados há anos pelo governo do estado de São Paulo, cumprimos o nosso papel. Prova inconteste são os resultados do ENEM, ENADE e empregabilidade de nossos alunos.
  9. Por vivenciar conosco a falta de condições concretas para a realização de uma educação profissional e tecnológica de qualidade é que boa parte dos nossos alunos está apoiando o movimento. Eles preferem ficar um período sem aulas do que permanecer o ano todo sem professores. A evasão de docentes e funcionários nas ETECs e FATECs é alta. Quem está prejudicando os alunos é o governo, que não negocia e que não conhece a realidade das escolas.
  10. Dia 20/5 não houve negociação de fato. O Sindicato apresentou várias maneiras de o governo sinalizar concretamente aos trabalhadores que realmente está preocupado em valorizar os dedicados profissionais do Ceeteps. A todas, o governo disse não.
  11. Radical é o governo. A categoria está em luta porque o arrocho salarial é insuportável e porque sabe que merece mais.
  12. No momento em que a sociedade clama por profissionais capacitados para dar conta do desenvolvimento econômico que se apresenta, é desastroso que o estado mais rico da federação demonstre tamanho descaso com a educação técnica e tecnológica.

São Paulo, 23 de maio de 2011.
Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza
Trabalhadores das ETECs e FATECs em greve



Para quem não viu, abaixo a nota do governo:

"O Governo do Estado de São Paulo repudia o movimento grevista, uma iniciativa claramente política, patrocinada pelo sindicato no momento em que o Governo demonstra seu compromisso com a valorização do ensino técnico e tecnológico:
a) anunciou um reajuste de 11%, feito já nos primeiros meses do primeiro ano de governo;
b) definiu os critérios para a avaliação de desempenho, que será realizada em junho, e possibilitará aos que obtiverem o mérito um ganho que, somado ao reajuste, pode chegar a até 24%, ainda este ano;
c) também propôs um novo plano de carreira, que está sendo construído pelo Centro Paula Souza, com apoio de especialistas de ensino, que deverá ser apresentado num período de até 60 dias.
É importante ressaltar que benefícios como a progressão por mérito e a adoção de um novo plano de carreira dependem diretamente da participação e envolvimento efetivos dos profissionais da rede, que serão prejudicados com a radicalização do sindicato.
Hoje, dia 20 de maio, em mais um esforço de negociações, foi realizada reunião entre representantes do sindicato e das Secretarias de Gestão Pública e do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e do Centro Paula Souza, na qual foram apresentadas e debatidas as questões acima relacionadas.
Esperamos o bom-senso do sindicato, reconhecendo o esforço e as ações que o
governo efetivamente está fazendo e não prejudicando o período  letivo de
milhares de alunos do Centro Paula Souza."